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É Desporto

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06 de Fevereiro, 2022

Zoi Sadowski Synnott. Uma lenda neozelandesa com 20 anos

Rui Pedro Silva

Zoi Sadowski Synnott

Nasceu na Austrália, aprendeu a esquiar no Canadá mas é da Nova Zelândia. Com apenas 20 anos, Zoi Sadowski Synnott entrou na história do país dos antípodas, dos All Blacks e dos kiwis com a medalha de ouro na final de slopestyle do snowboard.

Zoi pode ser jovem mas já tem um lugar muito vincado na história olímpica do país. Se em PyeongChang, com 16 anos, conquistou um bronze com 16 anos e 353 dias e foi, durante uma hora inteira, a medalhada olímpica de inverno mais jovem da Nova Zelândia, quatro anos depois dissipou qualquer equilíbrio no topo da escada.

A Nova Zelândia tem quatro medalhas olímpicas em Jogos de Inverno. Zoi venceu duas. A Nova Zelândia tem apenas um título olímpico em Jogos de Inverno. Foi Zoi que o venceu, agora em Pequim, afastando qualquer pressão que estivesse a sentir.

«É claro que entrei nestes Jogos com alguma pressão depois de ter conseguido a medalha de bronze na Coreia do Sul. Mas é uma pressão boa. Adora a pressão de ter os holofotes sobre mim por ter estado tão bem em tempos recentes», confessou.

A pressão apareceu em força na final. Depois de ter terminado a primeira ronda da final na liderança, Zoi foi ultrapassada pela norte-americana Julia Marino na segunda. Na terceira e derradeira oportunidade, a neozelandesa foi a última a entrar em ação. Tinha a medalha de prata já garantida mas sabia que só uma prestação a roçar a perfeição seria suficiente para chegar ao ouro. E foi isso mesmo que conseguiu.

O sucesso olímpico confirmou um sonho de menina. «Em 2012, percebi que o snowboard era a modalidade certa para mim. Gostava tanto que queria faltar sempre às aulas e já sabia que queria chegar aos Jogos Olímpicos», disse.

«Na altura era apenas o sonho de uma pequena rapariga» com dez anos, mas hoje, dez anos depois, Zoi já dispensa apresentações. Tem imensos anos pela frente mas, mesmo que não volte a conquistar qualquer pódio em Jogos Olímpicos, já conseguiu muito mais (o dobro, se quisermos ser exatos) do que qualquer outro atleta do seu país.

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