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É Desporto

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Kristine Lilly. Nunca ninguém fez tanta coisa em fases finais

Kristine Lilly

Quando os Estados Unidos derrotaram a Noruega, no jogo de atribuição do terceiro lugar em 2007, chegaram à marca de 30 jogos em fases finais. Kristine Lilly, capitã, substituída aos 89 minutos, fez também o seu 30.º encontro num Mundial. Durante 16 anos, Lilly foi sempre sinónimo de Estados Unidos.

 

Os números absolutos de Kristine Lilly são impressionantes. Foi campeã mundial em 1991 e em 1999, disputou cinco fases finais e recheou um currículo que intimida. Quando disse adeus à seleção, deixou fixados recordes que persistem até hoje.

 

Qual é a jogadora com mais jogos disputados em fases finais? Kristine Lilly, com 30. A jogadora de Nova Iorque, nascida a 22 de julho de 1971, não se limitou a estar em cinco fases finais consecutivas. Fazia parte de uma seleção que fez sempre o máximo de encontros possíveis (campeã em 1991 e 1999, e terceira classificada em 1995, 2003 e 2007).

 

O número é tão impressionante que hoje, em 2019, e depois de já ter havido mais duas fases finais, Kristine Lilly só é ultrapassada em jogos disputados pelos próprios Estados Unidos (43), Alemanha (39), Noruega (35) e Suécia (33).

Lilly (13) salta mais alto no penálti de Chastain em 1999

Qual é a jogadora com mais medalhas? Kristine Lilly, com cinco, entretanto igualada por outra norte-americana, Christie Rampone, que esteve em todas as fases finais entre 1999 e 2015.

 

Qual é a jogadora com mais minutos disputados? Kristine Lilly, com 2537. Tendo em conta que os Estados Unidos disputaram um total de 2670 minutos em fases finais entre 1991 e 2007, a experientíssima jogadora só esteve ausente em 133 minutos, menos de um jogo e meio.

 

Qual é a jogadora com mais jogos ganhos? Kristine Lilly, com 24. Aqui, a comparação «e se fosse um país?» ganha contornos ainda mais impressionantes. Tirando os Estados Unidos, obviamente, com 33 triunfos, apenas a Alemanha (26) tem mais partidas ganhas do que a jogadora norte-americana.

 

Internacional pela primeira vez em 1987, com 16 anos, Kristine Lilly, como os números provam, não precisou de muito para se tornar uma referência clara do futebol norte-americano. Capaz de jogar no meio-campo e no ataque, cresceu ao lado de Mia Hamm na equipa universitária de North Carolina (Tar Heels) e acabou a carreira internacional em 2010, com 39 anos, com números esmagadores: os 130 golos só são superados por Mia Hamm (158) e Abby Wambach (184); e as 354 internacionalizações deixam a concorrência a milhas de distância: Christie Rampone segue-se com 311. Nas assistências (106), ocupa o segundo posto, atrás de Mia Hamm (145). A estatística mais impressionante é outra: Kristine Lilly foi a jogador mais nova de sempre a marcar pelos Estados Unidos. E é a mais velha de sempre a marcar pelos Estados Unidos. 

 

Com três medalhas olímpicas (duas de ouro e uma de prata), o currículo de Lilly é verdadeiramente invejável. Chegou também a ser a mais velha marcadora numa fase final de um Mundial mas viu a sua marca ser superada por Formiga, autora de um golo à Coreia do Sul a 9 de junho de 2015 com 37 anos e 98 dias.

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