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É Desporto

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16 de Agosto, 2021

Jessica Springsteen. Filha do Boss foi empregada de prata

Rui Pedro Silva

Jessica Springsteen

É difícil crescer com um rótulo. Ser filho ou filha de alguém famoso é meio caminho andado para andar uma vida inteira a reboque nos cabeçalhos e notícias de todo o tipo de órgãos de comunicação social. Por isso não foi de espantar que, umas semanas antes do arranque dos Jogos Olímpicos de Tóquio, tenhamos ficado todos a saber que «a filha de Bruce Springsteen» ia competir no Japão.

O que poderia não ter passado de uma nota de rodapé tornou-se um dos dados mais curiosos, com resultados práticos, dos Jogos Olímpicos. Na prova de saltos de obstáculos por equipas, Jennifer Springsteen juntou-se a Laura Kraut e McLain Ward e contribuiu para a medalha de prata, numa final onde o ouro esteve mesmo, mesmo, mesmo, mesmo muito próximo. Se na prova individual, Jessica falhou na qualificação com o seu Don Juan Van de Donkhoeve, o mesmo não se pode dizer de quando se tratava de lutar apenas pelas cores dos EUA. Não fosse ela... born in the USA.

Nascida a 30 de dezembro de 1991, em Los Angeles, Jessica Springsteen descobriu cedo a paixão por equídeos e começou a andar de pónei com quatro anos. Em 1998, realizando o sonho de milhões de crianças um pouco por todo o mundo, teve o seu primeiro pequeno pónei e a partir daí nada mais foi o mesmo.

«A minha mãe sempre gostou de cavalos. Quando nos mudámos para Nova Jérsia e comprámos uma quinta lá, ela começou a ter aulas e eu quis imitá-la e fazer o mesmo». E pronto, estavam lançadas as sementes para o que viria a acontecer em Tóquio, 23 anos depois.

Estar perto de cavalos também foi uma forma de terapia, sobretudo quando ser filha de Bruce Springsteen pode ser um obstáculo. «Com a minha família sempre fui muito extrovertida e barulhenta, mas tudo mudava quando havia mais gente. Tive algumas amigas que me ajudaram mas montar a cavalo ajudou-me a ganhar confiança, porque sentes-te bem quando percebes que o que fazes está a dar resultado. E ter de tratar de um animal tão cedo dá-te uma grande responsabilidade. Ensina-te a ter paciência e compreensão», disse.

A relação com os cavalos não se esgota nas competições, sobretudo agora depois do caso Annika Schleu do pentatlo moderno, que levou inúmeras organizações de proteção dos animais a exigir medidas e a pedir o desaparecimento de todas as modalidades com animais do programa olímpico. Jessica Springsteen está longe desse espetro, até porque colabora com a Sociedade Norte-Americana para a Prevenção da Crueldade com Animais. «O mais importante é tornar as pessoas conscientes. Muitos não sabem verdadeiramente a crueldade que existe, sobretudo com cavalos. É triste», lamentou.

A relação com o pai é outro tema que é incontornável na história de Jessica. «Tivemos uma educação muito consciente e foi bom poder montar a cavalo com o foco de ter algo apenas para mim. Acho que me ajudou a crescer e a tornar-me no que sou. Ensinou-me a trabalhar arduamente e a dedicar-me a algo», afirmou.

E o que acha o The Boss disto tudo? «Sente-se relaxado quando me vê a montar. Acho que não fica tão nervoso como a minha mãe, mas sei que os adoram quando estão nas minhas competições. É bom que gostem tanto disto quanto eu».

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