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É Desporto

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23 de Junho, 2020

Gal Fridman. Finalmente um motivo para Israel festejar

Rui Pedro Silva

Gal Fridman

Velejador tornou-se o primeiro – e único até ao momento – atleta de Israel a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Foi em Atenas-2004, na classe Mistral, 32 anos depois de um dos momentos mais negros na história desportiva do país.

Quando se fala de Israel e Jogos Olímpicos, a primeira memória nunca é boa. Não é nos grandes feitos desportivos, nas emoções dramáticas na luta por uma medalha ou nos momentos arrepiantes de fair-play que pensamos. Por mais anos que passem, será difícil fugir à página negra de Munique, em 1972, quando um grupo terrorista fez refém e assassinou onze israelitas (seis treinadores e cinco atletas).

As participações israelitas já eram motivo de grandes preocupações de segurança na altura e a partir daí tornaram-se ainda mais urgentes. Israel fazia parte da festa do maior evento desportivo do mundo mas nunca conseguia celebrar. Pelo menos até aos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, quando a judoca Yael Arad venceu a primeira medalha na história do país: prata na categoria de -61 quilos.

Israel tomou-lhe o gosto e logo no dia seguinte foi a vez de Oren Smadja, também judoca, ganhar a medalha de bronze na categoria de -71 quilos. As medalhas começaram a aparecer aqui e ali, mas faltava o mais importante: ter um campeão olímpico e garantir que o hino tocava numa cerimónia.

O herói foi Gal Fridman, um velejador nascido em Karkur a 16 de setembro de 1975, três anos depois do Massacre de Munique. O atleta já tinha sido medalha de bronze em Atlanta, na classe Mistral, mas conseguiu fazer ainda melhor em 2004 e tornar-se uma figura imortal do desporto israelita.

Não só foi o primeiro – e único até ao momento – a vencer uma medalha de ouro, como é também o único a ter mais do que uma medalha. As campanhas de Israel continuam a ser modestas (apenas nove medalhas: três na vela, cinco no judo e uma na canoagem) mas ninguém esquece Gal Fridman.

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